“Não há povo sem tradição. Pode o progresso modificá-la e adaptá-la às novas realidades da vida, mas não deve suprimi-la sob pena de pôr em risco os liames secretos que ligam as gerações umas às outras.” – Austregésilo de Athayde
Com essa reflexão, o GD Nylson Macedo iniciou sua palestra, em nossa reunião de 12 de agosto, pois “o futuro é construído sobre as experiências do que ficou para trás.”

O Companheiro Nylson estruturou sua fala sobre um paralelo entre as crises enfrentadas pela organização e seus reflexos sobre o aumento e declínio do quadro associativo.
Desde a sua fundação em 1905, o Rotary enfrentou e superou inúmeras dificuldades. À medida que o movimento rotário se expandia, a partir de 1909, com a criação de clubes fora dos EUA e fora do continente americano, a instituição enfrentou adversidades em toda a sua existência que impactaram seu crescimento. Citando exemplos de crises, como a primeira Grande Guerra, ocorrida entre 1914 e 1918, a gripe espanhola, a queda da bolsa em 1929 e a Segunda Guerra Mundial, o GD Nylson citou as perdas consideráveis no quadro associativo e fechamento de clubes, muitas vezes por motivos políticos. Vencidos tais óbices, o Rotary retomava seu vigor em todo o mundo, inclusive na Ásia, bem como no Brasil. O primeiro clube brasileiro havia sido fundado em 1923, no Rio de Janeiro.
Em 1989, com a queda do Muro de Berlim, que simbolizou o fim da Guerra Fria, a organização se desenvolveu no Leste Europeu. No mesmo ano, foi também permitido o ingresso da mulher em Rotary, depois de décadas de tentativas frustradas.
Na atualidade, também “não ficamos imunes à queda do quadro associativo, mas superaremos com uma expansão vigorosa”, disse Nylson Macedo, “pois a humanidade, que irá emergir, virá ansiosa por uma convivência, por uma fraternidade, com uma participação que o Rotary oferece.”
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